Documental – Cais do Ginjal, Almada
Documentary – Ginjal Pier, Almada
“A minha sombra sou eu,
ela não me segue,
eu estou na minha sombra
e não vou em mim.
Sombra de mim que recebo luz,
sombra atrelada ao que eu nasci,
distância imutável de minha sombra a mim,
toco-me e não me atinjo,
só sei dó que seria
se de minha sombra chegasse a mim.
Passa-se tudo em seguir-me
e finjo que sou eu que sigo,
finjo que sou eu que vou
e que não me persigo.
Faço por confundir a minha sombra comigo:
estou sempre às portas da vida,
sempre lá, sempre às portas de mim!“
“My shadow is me,
she doesn’t follow me,
I’m in my shadow and I don’t go by myself.
Shadow of me that receives light,
shadow attached to what I was born,
unchanging distance of my shadow from me,
I touch myself and I don’t reach myself,
I just know how sad it would be
if my shadow came to me.
It’s all about following me
and I pretend that I’m the one who follows,
I pretend that I’m the one who’s going
and that I do not persecute myself.
I try to confuse my shadow with me:
I am always at the gates of life,
always there, always at my doorstep!”
A sombra sou Eu, Almada Negreiros





